O ambiente dispõe de redes para descanso e áreas reservadas que permitem às usuárias manter suas práticas culturais, incluindo o preparo dos próprios alimentos, em conformidade com as normas de funcionamento e convivência do local. O espaço funcionará 24 horas por dia e terá capacidade para acolher até 14 mulheres simultaneamente. A maternidade atende, em média, de 10 a 12 mulheres indígenas por mês, com variações conforme o período.
Entre as beneficiadas pela nova estrutura está Eloá Cardoso, que veio do município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus). Indígena da etnia Sateré Mawé, ela ressaltou a assistência humanizada prestada na unidade.
“Fui muito bem acolhida por todos na maternidade. Aqui somos bem tratadas, são ótimos profissionais e eu sou grata por tudo que fizeram quando precisei e por onde o meu filho está. Tudo o que eu pedi eles me ajudaram”, disse Eloá.
A iniciativa partiu da equipe de Serviço Social da maternidade, que identificou a necessidade de adaptar o ambiente às particularidades culturais das pacientes indígenas. A estrutura busca assegurar mais privacidade e autonomia às usuárias, respeitando a diversidade cultural e proporcionando acolhimento adequado durante o atendimento materno.
As assistentes sociais serão responsáveis pelo acolhimento das mulheres e pelas orientações sobre as normas de funcionamento e convivência da Casa de Apoio.