O estado do Amazonas registrou 458 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral até a tarde de domingo, faltando apenas uma semana para o primeiro turno das eleições. Os dados são do aplicativo Pardal, sistema oficial da Justiça Eleitoral. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as ocorrências foram formalizadas em 22 municípios amazonenses.
A capital, Manaus, lidera isoladamente o volume de notificações no estado, acumulando 397 registros. Em seguida aparecem os municípios de Parintins, com 12 denúncias, Manacapuru, com 6, e as cidades de Humaitá e Lábrea, com 5 registros cada. Iranduba e São Gabriel da Cachoeira contam com 4 notificações cada uma, enquanto Presidente Figueiredo e Silves somam 3 registros cada. Os demais casos estão distribuídos em menor número por outras 13 cidades do interior.
Em relação aos cargos disputados, a maior parte das queixas envolve a eleição para a Assembleia Legislativa do Estado, totalizando 174 denúncias contra candidatos a deputado estadual. As campanhas para governador concentram 121 notificações, seguidas pelas disputas para deputado federal, com 77, e senador, com 27. Há ainda três relatos envolvendo a corrida presidencial e 56 registros voltados a partidos, coligações ou federações partidárias.
A principal infração apontada pelos eleitores diz respeito à propaganda irregular instalada em bens particulares, somando 108 ocorrências. As denúncias de veiculação irregular na internet aparecem na sequência, com 67 registros, seguidas por infrações cometidas em vias públicas, com 47 casos, e uso indevido de veículos de som, com 45 notificações.
Desenvolvido para fiscalizar a lisura do pleito, o Pardal permite que qualquer cidadão notifique a Justiça Eleitoral sobre práticas ilegais, enviando provas materiais como fotos ou vídeos. O acesso exige identificação pela conta do Gov.br ou pelo aplicativo e-Título, impedindo denúncias anônimas. Além disso, a plataforma disponibiliza o encaminhamento ao Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral para o combate a conteúdos falsos ou descontextualizados durante o período de votação.