Tensão no Oriente Médio encarece o petróleo e pressiona inflação global

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (4), impulsionados pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O barril do tipo Brent para novembro subiu 0,8%, cotado a US$ 96,28 na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres. Já o barril do WTI para outubro avançou 0,2% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), encerrando a US$ 91,48.

Na semana, o WTI acumulou salto de 9,7% e o Brent avançou 9,3%, registrando o maior ganho semanal desde meados de julho. A forte valorização reflete o temor do mercado quanto ao impacto prolongado de conflitos e trocas de ataques na rota de transporte do Golfo Pérsico.

Analistas do banco ANZ apontam que o setor energético entra em uma fase delicada. Embora as reservas estratégicas tenham absorvido o impacto inicial de oferta, a drenagem contínua desses estoques aumenta a probabilidade de um desequilíbrio persistente entre oferta e demanda.

Impacto econômico nos EUA e diplomacia internacional

A crise internacional já atinge a economia americana. Nesta sexta-feira, o preço médio do diesel nos Estados Unidos alcançou a marca recorde de US$ 5,85 por galão. A alta encarece o frete do transporte rodoviário, gerando sobretaxas nas entregas e repasse de custos ao consumidor final, sobretudo em alimentos.

No âmbito político, o Tesouro norte-americano impôs sanções contra empresas da Turquia suspeitas de ligação com o regime iraniano. Paralelamente, negociadores dos EUA se preparam para viajar a Moscou e Kiev em busca de destravar as conversas de paz sobre a guerra na Ucrânia, ao mesmo tempo em que a China busca intensificar parcerias no setor de energia com o governo russo.